Arrogante, nauseabundo
Perseu se achava o tal
Qual umbigo sem fundo
Não tinha noção do real
Prepotente, demoníaco
Se achava de tudo, capaz
No fundo, era só um maníaco
Pobre e solitário rapaz
Ilhado nessa redoma
Escravo dos seus demônios
Não percebeu o sintoma
Que lhe corroia os neurônios
Vieram os melhores médicos
Mãe de Santo e benzedeira
Uns e outros todos céticos
Perplexos, sem eira nem beira
O pai ausente, choroso acorreu
A mãe, tal e qual messalina
Desgarrada na vida, o filho perdeu
E assim, o inferno ganhou Perseu
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
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